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Outro dia estava em casa numa boa e recebi uma mensagem de uma prima:

“Sabe oq eu tava lembrando agr
De quando vc pôs arreio em mim

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Minha reação? Caí na gargalhada é claro, e antes que vocês me achem uma maluca que explora criancinhas e aproveita da sua inocência vou explicar direito essa história.

Em primeiro lugar essa minha prima é cerca de 2 anos mais nova que eu e esse evento aconteceu quando ainda éramos crianças e uma maneira facílima de nos deixarem feliz era falar que iriamos pra fazenda do Tio Ozério.

Tio Ozério é um irmão do meu avô que mora em Ferros a 167 Km da minha cidade (umas 3 horas de carro) e tem uma fazenda de gado leiteiro por lá, mas não é dessas fazendas modernas super modernas, tudo lá é bem da roça mesmo, o leite é tirado à mão, a comida é feita no fogão de lenha, a água do chuveiro é esquentada na serpentina que passa dentro do fogão, não pega celular (ao menos não pegava até a ultima vez que fui lá), tem pomar, horta, chiqueiro, paiol, ribeirão e muita coisa bem bucólica mesmo.

Quando íamos pra fazenda do tio era delicioso, um fim de semana inteiro sem ninguém se importando se estávamos limpos ou sujos, se estávamos brincando na terra, com água ou na lama, se aparecíamos com o joelho ralado lavavam e passavam um merthiolate, ardia um “mucadim” e já voltávamos a brincar, ou seja, a garotada se sentia no céu, e como o pouco brinquedo que podíamos levar era uma bola ou coisa assim tínhamos que usar a criatividade e daí surgia as brincadeiras mais engraçadas.

Numa dessa de inventar brincadeiras subimos no caminhão do meu tio que ficava estacionado próximo a casa e fomos brincar na carroceria, já tínhamos o costume de fazer isso, mas dessa vez foi especial, encontramos uns arreios lá em cima e resolvemos brincar de cavalinho só que montar só no arreio não era tão legal assim, então eu e o Ozerinho (neto do tio Ozério) resolvemos colocar os arreios nos mais novos. Claro que essa ideia não deu muito certo, os arreios são muito pesados pra crianças carregarem, mas foi engraçado e marcou nossa incrível infância.

Pra mostrar que eu sou uma pessoa legal, não eram só meu primos que se metiam nessas enrascadas, sempre que achávamos aquelas cestas de vime grandonas que a tia Fatinha colocava pras galinha fazerem ninho perdida pelo terreiro corríamos pra brincar de galinha, aí não eram só os pequenos que a gente botava no cesto, a gente enfiava também e no fim ficava todo mundo pinicando junto.

Claro que essas não foram as únicas histórias da fazenda do tio Ozério, tão pouco da minha infância, mas lembrar desta época só me trás uma certeza: Minha infância foi f%@#. Dinheiro não tínhamos muito, mas felicidade, dava e sobrava.

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