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552097_267548836664446_1038402812_nQuando criei o blog minha intenção não era criar um blog literário, sobre música, filmes ou qualquer outro assunto específico e sim um blog pra compartilhar as coisas que eu gosto e minhas opiniões. Seguindo por essa linha resolvi compartilhar textos que eu acho interessante, começando com essa Crônica de Luis Fernando Veríssimo.

Conheci essa crônica quando estava no 3º ano e em um trabalho sobre gêneros textuais a professora mandou que eu explicasse o que era crônica e apresentasse uma crônica do autor. Pra facilitar meu trabalho, minha irmã tinha em casa esse livro – A Eterna Privação de um Zagueiro Absoluto – que era um copilado de crônicas que o autor escreveu quando era colunista de jornal.

Sempre gostei de colocar um fator cômico nas minhas apresentações de trabalho escolares para que eles não ficassem massantes e passar aquela impressão de que eu me dediquei e mereço uma nota legal, então logo que abri o livro e vi o título desta crônica, desisti do meu plano inicial, que era ler o livro todo e escolher depois, e já elegi está de cara. Bem, consegui o resultado esperado, arranquei umas risadas (e uma cara de “tinha que ser coisa da Sabrina” da professora) e tirei uma nota bacana.

No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.

No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um “cotovelaço” no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.

Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.

Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.

No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.

No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.

No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.

No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.

E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.

No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas.

No futebol não pode usar as mãos e o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.

Luis Fernando Veríssimo

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